São migalhas.
Migalhas de água que caem indecisas sobre a cidade.
Não são gotas. São migalhas. Picotadas.
E me ponho sentado junto à janela da sala do 19º andar.
Vejo migalhas de águas se esfarelarem,
algumas extintas antes de cair em telha, automóvel, asfalto.
(Algumas nem chocam a matéria, só se esvaem no ar bem alto).
Assustadoramente, o sol é bem quente e rompe a pequena existência desse fenômeno meteorológico.
É uma poeira de água.