passado 1 mês, balanço geral: estou em lua de mel com são paulo!
ainda vigora a minha impressão de que são paulo é um absurdo, uma impossbilidade.
e, no entanto, tudo funciona. de algum modo as pessoas conseguem conviver. de algum modo tantos conseguem dividir tão pouco espaço sem que isso no entanto seja sufocante, sem que (necessariamente) tenha que se perder as perspectivas. ao contrário, em são paulo aprende-se a valorizar as perspectivas, a prestar atenção nos locais em que se encontram. quem não descobre os locais em que pode-se ampliar a vista, enlouquece (e quem os procura demais, também enlouquece, vai entender! vai ver vem daí a profusão de tipos fora de tom pelas ruas).
todo modo, sei que ainda é cedo pra anunciar meu amor eterno pela cidade, ainda estou sendo conquistado pelos seus inúmeros paradoxos. ainda não pude aproveitar a multiplicidade de opções que ela me oferece. ainda estou tonto, ainda estou tanto. e bem quero ficar assim por um bom tempo. me deixem curtir esse caso de amor em paz, bradem seu cinismo em outras freguesias. nem tudo é belo e é por isos mesmo que há beleza. porque há a sujeira rasgando as ruas e me dando o limite da minha humanidade.
são paulo é grandiosa, demais para minha compreensão. tanto que ainda se encontra fragmentada em minha mente, uma colcha de pquenas cidade que se misturam.
mas talvez seja isso mesmo. talvez são paulo seja demais pra cabeça. de qualquer um. de modo que cada um constrói sua pequena cidade: o bairro em que se trabalha seria o centro, o local em que mora, o bairro principal; os lugares que frequenta seriam seus passeios eventuais; e os amigos mais longíquos seriam quase visitantes de cidades próximas (isso não anda muito distante da realidade, experimenta morar em santana e ter amigos na zona sul, pra tu ver...).
de minha parte eu já ando criando meus núcleos, formando minhas cidade, mas elas ainda andam cheio de espaços vazios.
ao menos já sei e ir e voltar do trabalho pra casa, sei visitar meus sogros e minha tia. e pór ora ta de bom tamanho. aos poucos a cidade vai se encaixando nos eixos.
ou talvez não, talvez são paulo seja sempre assim, desconjuntada.
como todos nós, moradores que nos prendemos a essa cidade.
o resto? o resto ainda resta e é tanto!
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espasmo:
então, conheci a margo ontem. é meio estranho isso de conhecer alguém que meio já se conhece. um pouco da margo eu já sabia. e ela foi complementando, outro tanto foi surpresa. e a maioria ainda é desconhecido.
mas tenho certeza que vale o mesmo tanto daqui pra lá quanto de lá pra cá.
havia uma estranheza pra ver se a empatia informática seria referendada. havia o interesse recatado mútuo - os detratores hão de dizer que parece que estou descrevendo um encontro romântico. bom, estou mesmo, fazer amigo é meio que um caso de amor mesm, entçao fodam-se os detratores.
mas danod tratos à bola: a margo é bem menos chata do que se diz ser, tão interessante quanto imaginava e egocêntrica na medida certa (leia-se: autocentrada, embora duvido que ela fosse se adjetivar com esses termos). um clássico interiorano com formação em curitiba e pós no mundo. o que resulta numa cordialidade prevenida e num genuíno interesse. fez-me sentir bem, acolhido e com revido o respeito.mas, é preciso dizer, margo é irônica, mas nem um pouco blasé, felizmente. uma belíssima primeira impressão do mundo real.
agora é preciso marcar outro encontro, nem que seja pra ela me pagar o calote que me deu no almoço de ontem, heheh.
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