sim, toda cidade tem uma cara e isso nada tem a ver com as feições de seus habitantes. não é apenas o ambiente quem nos define. é mais sutil que isso, é o ritmo. o ritmo molda até mesmo o ambiente.
assim, pode-se inferir facilmente que a calam de são paulo não é a mesma de curitiba uma viela de perdizes não equivale à de uma ruela do alto da glória. da mesma for,a pressa de são paulo difere em muito da brasiliense. a marginal não podia ser mais diferente do eixo monumental.
é simplório demais dize que são paulo não para. o que há são pessoas andando em momentos diversos. minha rua em sanatana, por exemplo, é de uma calmaria brutal. no entanto, dentro das casas fervilha gente querendo fazer a própria vida.
há porém essa sensação perene em são paulo de que não se pode parar. isso envolve todo mundo. mas não significa que não se pode diminuir ritmo. apenas é mais difícil desacelerar quando a freqüência ao seu redor alucina.
mas é justamente em lugares como esse que os do contra adoram fazer seu ninho. não há ato de protesto mais pungente do que parar em plena avenida paulista e sentir que o mundo é desconhecido, as possibilidades imensas, o tempo uma ilusão e os outros, ah, os outros também são eu.
não é a pressa quem move são paulo, é a angústia e a insatisfação, que, afinal, nada mais são do outras manifestações do desejo.
******
espasmo:
pedido aos meus dês leitores - temk como descobrir onde se vende uniformes da escola municipal paulo leminski? o ologo é muito bacana. se o pedido for desmesurado, tem como perguntar ao seu gabriel? afinal, ele é tão versado nos mais bizarros conhecimentos de moda, ehhe
Tags:
a cidade
caso de amor
sao paulo
uniforme escolar