Sim, meu carro faz falta.
Sinto falta de poder ir pra qualquer lugar, quando quiser, com o tempo que estiver, direto, sem paradas ou baldeações.
Mas, como sempre digo, ver gente é divertido.
Hoje, depois de descer na praça Tiradentes, vindo pela Cruz Machado até o trabalho, vi uma loja de suprimentos de informática sendo aberta. A loja tem dois toldos verticais, chumbados na marquise. Na verdade, são mais como banners com letreiros sobre a loja do que propriamente toldos.
Quando eu passava por lá, um dos funcionários (ou até mesmo o dono, vai saber), uma cara estilo "marombadinho", estava baixando os toldos. Baixou o primeiro e, quando puxou o segundo, com bastante força, este desabou inteiro, se soltando da marquise. Por pouco não o acertou na cabeça.
Eu estava a uns 5 metros da frente da loja, onde tudo aconteceu.
Passei sem me abalar, escutando "No Expectations" dos Stones. O cara ficou desolado. Olhou pra marquise, olhou pro toldo, balançou a cabeça... Já a mulher que estava bem de frente a vitrine me olhou com uma cara de "você viu tudo e não fez nada?". Queria que eu fizesse o que, fia? Eu vi que o toldo não ia acertar o "rambinho". Queria que eu me jogasse pra salvar o dia? Carregando uma mochila e meu baixo?
Não exagere. Não vou sair por aí salvando qualquer Zé Ruela metido a Mister Universo. Até porque, eu acredito seriamente no
Darwin Awards.
--- PULGA ---
Ah, você não sabe porque eu estou a pé?
Saca só:
.JPG)
A porrada foi de frente, em um carro que cruzou o sinal vermelho.
.JPG)
Depois da batida, meu carro foi parar no poste.
(Obrigado pelas fotos, Gi. Foram de celular e por isso ficaram assim. Fora a tremedeira do susto. hehehe)Tudo aconteceu dia 29 de fevereiro. Sim, tinha que ser 29 de fevereiro. Agora eu faço aniversário de 4 em 4 anos.
Pra resumir: eu estava indo para a praia feliz e contente em uma sexta-feira de noite, comemorar o aniversário da minha querida amiga WW, quando uma mulher furou o sinal vermelho e, ao me ver, freou o carro e ficou parada feito uma parede na minha frente.
Eu vinha embalado pelo sinal verde, sozinho na pista onde trafegava. Ela apareceu do nada, 15 metros antes da esquina. Juntando à proximidade do carro à chuva, nada pude fazer além de porrar de frente com o carro da senhora em questão.
Em condições normais de temperatura e pressão (CNTP), provavelmente, eu teria batido do mesmo jeito. O carro apareceu do nada na minha frente. Sem chuva, talvez, a porrada tivesse sido mais fraca, pois o freio teria funcionado melhor, sem travar tanto as rodas.
Resultado?
Um passeio até o hospital. Sem carro até 10 de abril e uma dor muscular forte no peito que volta toda vez que eu todo bateria ou carrego qualquer coisa com mais de 5 quilos.
Por isso, meninos e meninas, recomendações de um velho punk velho:
1) Se você não pode ter um seguro, não tenha carro. Ande de busão.
2) Quando chover, ande mais devagar. A máxima é 60? Ande a 40.
3) Se estiver errado, assuma. Se estiver certo e a outra pessoa não quiser assumir, fique tranqüilo. Anote o telefone de pessoas que concordem testemunhar a seu favor. Nessas situações, você sempre encontra uma pessoa gente fina a fim de te ajudar.
4) Quando você vir um acidente, pare e ajude. E testemunhe sobre o que você viu se for solicitado.
5) Se você tiver amigos como os meus, fique mais tranqüilo ainda. Não é qualquer um que tem amigos fiéis escudeiros que aparecem no local 5 minutos depois do acontecido e ficam cuidando do seu carro na chuva, amigos médicos para invadir o hospital e ir olhar sua radiografia e amigos motoristas para te levar para casa nos dias de chuva.
Obrigado, amigos.
--- PULGA ---
No final, o que importa mesmo é que eu tô aqui, vivo, e ainda vou reclamar muito, por muito tempo. ho ho ho