... por toda a atenção dispensada a mim na semana passada em virtude do meu aniversário, essa data que eu ainda não aprendi a gostar tanto quanto devia. Mas confesso que este foi um dos melhores desde que passei a morar em Curitiba. Vejamos:
1993 - Meu primeiro ano na cidade. nem lembro. Se rolou alguma comemoração, foi com a família.
1994 - Já inserido no mundinho underground, comemorei à noite no 92 Degrees, onde rolava Take Five com bandas locais que tinham tocado no festival Juntatribo de Campinas. Noite bacana.
1995 - Eu era calouro no curso de comunicação. Caiu numa segunda-feira. Apesar de eu ter avisado todo mundo numa festa que rolou no sábado anterior, ninguém lembrou e aí bateu a deprê.
1996 - Botecagem com colegas da faculdade no extinto Recanto Verde (vizinho da Destilaria). Não empolgou, mas foi OK.
1997 - Idem ao ano anterior. Com um acréscimo: o pessoal me leviu para o Lidô em seguida - Minhas colegas Maria e Mônica estavam presentes e putas da cara por estarem naquele local. Mas foi só tiração de sarro. Apenas assistimos uns strips. E no dia seguinte eu acordei às 7 horas da manhã, ressaqueado, pra tirar fotos de uma ação social numa creche no Uberaba. Distribuímos brinquedos e quitutes para uma criançada carente em comemoração ao dia da criança.
1998 - Meu último ano como aluno do curso de comunicação. Além dos projetos de conclusão de curso, eu tava envolvido também nuns projetos pessoais, como a produção da coletânea LototoL CD, que seria lançada no dia do meu aniversário, no Bandit Bar (que funcionava quase ao lado de onde hoje é o Camorra). Foi uma festa bacana. Tava toda a galera das bandas por lá. Também convidei os mais chegados da faculdade. Pra completar o aniversário atípico (porque foi muito bacana), no mesmo dia tinha chegado pelo correio o primeiro CD do
Zumbi do Mato,
“Menorme”, que meu grande amigo carioca Bruno Privatti havia me mandado. Presentão (pelo menos no meu julgamento).
1999 - Um sábado. Eu andava deprimido por causa da minha condição de recém-formado que não conseguia emprego nem namorada. Após o almoço, peguei o ônibus, fui pro Centro e fiquei caminhando sem destino. Pra me sentir melhor, resolvi aparecer só pra gente que eu queria ver, tipo esses santos que resolvem dar o ar de sua graça pra uns mortais. Terminei o dia saindo com três amigos da época: o
Polzonoff, o Adriano Koeler e o André Salamandra (hoje, só mantenho contato com este último). Assistimos
“Tudo Sobre Minha Mãe” no cinema e depois fomos bebericar no Bar do Alemão.
2000 - Era pra eu ter saído com uma garota com quem eu ficava na época, mas aconteceu uma coisa ruim com ela durante o dia e aí ela teve que cancelar. Outra coisa loser do dia foi ter participado de um curso de manutenção de acervo fotográfico com um professor muito sacal que só enrolava e no fim das contas não ensinou nada que eu já não sabia. Pra não passar a data em branco, convidei um amigo e sua (até então) noiva pra ir ao Beto Batata comer batatas suíças. Com eu já tava puto com o meu dia, resolvi descontar no cara, que naquele ano havia dado umas mancadas comigo sem perceber (sem noção, Joselito). Eram coisas que estavam entaladas na minha garganta e que eu precisava dizer diante da mulher dele, que afinal de contas era quem regulamentava sua vida na época. Ele ficou constrangido, mas no fim das contas, a bronca foi muito bom pra ele (que parou de vacilar) e pra mim (que exorcisei uns demônios com isso). Foi cruel, mas necessário. Ah! Tem mais um detalhe: era uma segunda-feira.
2001 - como no ano passado foi ruim, não arrisquei nada e decidi apostar no seguro e ter um dia comum de trabalho no Bonde (era meu primeiro ano na empresa). Depois fui pra casa, jantei e fui dormir. Simples assim.
2002 - Jantar com a
Heleninha. Nem precisa dizer que foi bom, né? :-)
Vocês podem até achar que o saldo foi bom e que eu não tenho razão pra ficar reclamando. Porém, existe uma terrível razão para eu ficar perturbado por causa do próprio aniversário: sempre passo por um período de tensão e insegurança (acompanhado por um azar danado e cagadas em série) antes do dia 09 de outubro chegar. Depois foram me dizer que isso pode ser o chamado inferno astral. Meu pai também passa por coisa parecida - desde pequeno ouço minha mãe falar que o velho fica insuportável semanas antes de ganhar um dígito diferente na idade. Portanto, é hereditário, não tenho como fugir. Até tentei ignorar o inferno astral neste ano, seguindo o conselho do
Carlinhos, mas foi inevitável - e olha que eu me esforcei. Mas já passou. Agora tou bem :-)
Valeu a todos que apareceram no James (a melhor quarta rock que já presenciei, mas sou suspeito de falar) e no Roxinho, à
Milana que também ficou mais velha no dia e dividiu as festas comigo, aos que me cumprimentaram pessoalmente mas não puderam comparecer aos festejos, aos que me telefonaram e aos que deixaram alguma felicitação nos comentários do blog. Vocês fizeram o dia valer a pena.