Alguns ficaram admirados quando um
artigo recente do Vaticano (aquele país mantido com o dinheiro não contabilizado doado por pessoas facilmente influenciáveis) afirmou que, para as mulheres, a invenção da máquina de lavar roupas foi mais importante que a pílula anticoncepcional. Não duvido. De fato, sem a pílula resolve-se de outras maneiras. Mas, e sem a máquina?
Era 26 de maio quando a moderna Cônsul aqui de casa, ainda na garantia, deixou de funcionar. Você fazia a programação, informava se a roupa era do futebol ou do balé, mas na hora de começar a lavar, nada.
O primeiro contato com a assistência em Curitiba foi feito no mesmo dia. Como sempre, duvidaram: "O senhor verificou se a tomada está ligada, senhor?" - e olha que nem tinha caído o diploma pra jornalista ainda. Verificados todos os poréns que poderiam impedir o funcionamento de tão perfeito equipamento, como a tomada ou a torneira desligadas, no dia 27 foi feita a ordem de serviço definitiva.
Aí começou a dança dos prazos: "O prazo é de 3 a 5 dias, senhor"; "o prazo é de 3 a 7 dias, senhor"; "o prazo é de 4 a 10 dias, senhor". Resultado: depois de dez dias úteis e muita insistência, o técnico finalmente veio... com a peça errada.
Hoje, 27 dias depois, fui informado de que ainda devo esperar até o fim da semana. E está quase no dia da Aline tomar a pílula de junho.