andando pelas ruas
eu e mais três homens.

todos eles, todos nós já bebados, já em cada posicao consequente dos comportamentos entre tres homens e uma mulher.
ontem pelas ruas até o bar éramos quatro, depois da festa, caminhando.
e no bar, brandy, vodka, cerveja, mil trocas de risos, impressoes, incertezas, inversos: gêneros. se fala de homem e mulher, se fala de textos, se fala de histórias, de gentes que se conhece, de coisas que nao acontecem, de vodka-conhaque-brandy-cerveja.
depois a saidera.
depois a baboseira.
depois tentativa de beijo.
o pedido d'um cigarro.
outro homem, mais cortejos.
ai os três homens se perguntam, quando foi que isso aconteceu, de sairmos, bebermos, rirmos e do cigarro? volta o mesmo circulo, menos um, que era o intruso (que ainda insistirá pelo numero do telefone).
aí somos quatro, os da festa, os da neve, os caminhantes. os do bar: vodka, brandy, cerveja, brandy.
aí sete horas. a derradeira. aí os comentários de um possível vinho, um homem mais sonolento se retira. dois e uma. e mais vinho, mais música, mais bêbados. mil cortejos e nada de acontecimentos, a graca é no entre-ato.
O ato é supérfluo.
depois da boemia, o bocejo. sono. sonhos. outro dia. outros planos (um sarau), uns adeuses. de ontem, a boemia - tentativa de uma quase literatura.