
às vezes ela bate na porta. letras caminham em fila indiana. sem dar as mãos elas avançam o sinal vermelho. um a esborrachou-se em meio a pista, um i perdeu seu acento agudo, pior o u separado de sua trema tragicamente, nunca mais será o mesmo em sua linguística. e eu, dispersa em segurar pelo rabo uma consoante que me foge e cola-la com uma vogal que me escapa, me perco na hora e mal percebo que amanhece o dia lá fora.