Nunca mais ouvi falar em greve de fome. Antigamente, vira e mexe alguém se revoltava por algum motivo e a maneira de chamar atenção era fechar a boca, ir definhando, até tomarem providência. Alguns até água rejeitavam e ao invés de falar, costumavam carregar cartazes explicando a razão de tal ato. Pensei muito sobre isso esta semana porque estou passando fome, por livre e espontânea vontade, entenda-se. O meu protesto é contra algumas áreas do meu corpo que insistem em acumular gordurinhas há anos, quase uma década. Não podia mais suportar tal situação.
Não que eu fosse infeliz, pelo contrário, não é frustração, vergonha, nada contra o corpo no conjunto em si. Tenho alguns pontos fortes, mas o problema foi com lugares estratégicos, características genéticas que insistem em durar gerações. Se colocarem as mulheres da minha família de costas, todas são saídas da mesma forma, que afinou a cintura de cima pra baixo com capricho, mas se esqueceu de tirar o excesso da parte, digamos assim, preferida dos brasileiros.
É bonito, concordo, mas se não segurar um pouco as rédeas, multiplica-se assustadoramente de tamanho, quase que da noite para o dia
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