Não gosto de histórias de terror. Mas, assim como relatado em um post recente, tenho uma relação estranha com esses causos: a curiosidade mórbida. Primeiro eu evito saber. Sempre fiquei longe das rodinhas. Não começo a assistir o filme. Mudo de canal até na propaganda dos programas do tipo “fantasmas” do Discovery Channel.
Mas, uma vez que estabeleci o contato com qualquer forma de conto de terror, a curiosidade é sempre muito grande. Se assisto o trailer, quero saber o final. Se ouço o começo da história, não consigo me desligar. O problema é que eu sou altamente sugestionável por esse tipo de coisa. Geralmente tenho pesadelo depois. No mínimo, fico com a história na cabeça por muito tempo.
Como no domingo, voltando de viagem de São Paulo. Depois que anoiteceu e a estrada ficou escura, em pouco tempo puxei da memória uma história de terror que sempre me dá arrepio. Ei-lá:
O motorista vinha pela estrada, à noite, sozinho. Avista uma pessoa, aparentemente ferida, na beira da estrada, pedindo para o carro parar. Era um homem, jovem. O motorista para. O jovem implora que ele ajude sua esposa. Após uma derrapagem, o carro desceu a ribanceira e a moça, grávida, está presa nas ferragens. Comovido, o motorista decide ajudar.
Desce o barranco e encontra o carro, bastante danificado. Logo percebe a jovem, com gravidez avançada, muito ferida. Ela está em estado de semiconsciência. O senhor se aproxima e começa a puxar a moça, preocupado com riscos de explosões pelo cheiro da gasolina que vazava.
Em meio ao gesto, ele percebe que há uma outra pessoa no carro. Quando olha bem, é o jovem que parou seu carro na beira da estrada. Está morto.
Enfim, pensando ela aqui, na mesa do meu trabalho, com a luz do dia, não sinto quase nada. (Quase... porque sinto, sim, um friozinho na barriga). Mas, na estrada, de noite... vejo a cena claramente e rezo baixinho para que nenhum homem ferido e maltrapilho apareça no acostamento. Hehe
Ps. O título do post é uma combinação da minha mente fértil e meio abobada por se fixar nessas coisas com a historinha em questão. (Autista = motorista em italiano... engraçado).
Ah, também morro de medo de ETs. Qualquer dia falo mais sobre isso.
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