A primeira fase do vestibular da UEL é no próximo domingo. Comecei a me lembrar do ano passado e que se não fosse a bendita sexta chamada, eu estaria me descabelando neste exato momento.
O vestibular me fez surtar no ano passado. Eu tinha 15 aulas por dia - seis de manhã, quatro a tarde e cinco de noite -, estudava para as provas e simulados do colégio e lia os livros da lista da UEL nas horas vagas. E fazia redações, lia notícias e escrevia aqui também. Além disso, minha mãe resolveu me mandar pra terapia no dia que ela fez uma brincadeira dizendo que eu teria que tomar injeções duas vezes por dia e eu comecei a chorar de desespero.
Acabei de reler esse parágrafo aí de cima e achei um horror. Tô me perguntando como eu aguentei isso. Não parecia tão ruim ano passado.
No segundo dia da segunda fase, eu me desesperei. Aí eu fiz a cagada toda, fui mal e passei a ter certeza que não ia passar. E não passei mesmo. Me matriculei no cursinho, estava animada no começo, porque tinha muita gente querida perto. Era como continuar no terceirão, só faltava o Antônio pra me deixar dar uma passeada pelo colégio quando eu tinha sono nas aulas, o Adolfo mandando todo mundo pra fora da sala, a Ritinha dando umas tiradas fenomenais e a Mestra me entregando uma prova que eu tirei quatro e me dando os parabéns pela grande evolução.
Só que eu sabia que não ia aguentar o cursinho. Depois de vinte dias eu soube. Declarava meu interesse por vaga religiosamente, de quinze em quinze dias. Depois da quinta chamada, a Kaká - que estudou comigo na oitava série, no terceirão e agora - dizia que ainda tinha uma pessoa que não ia às aulas. Chamariam mais um, portanto. E eu era a próxima da lista. Fiquei mais tensa, não prestava atenção nas aulas e um dia antes do resultado da sexta chamada, eu saí do cursinho mais cedo e fui pra feira comer um pastel que me rendeu uma queimadura horrível e uma bolha gigante na boca. Passei, pelo menos.
Tenho amigos que vão prestar vestibular domingo. Eu sei como eles estão nervosos. Não fiquem, por favor. Acho que já não dá mais tempo, mas conversem com algum terapeuta, tomem florais. Me ajudou pra caramba. Nem precisava falar isso, mas eu tô torcendo por todo mundo aí.
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Não tenho escrito muito por aqui. É que eu ando
estudando muito. Mentira. Eu tenho escrito umas coisas ultimamente. Umas vão pro
Gonzada porque são escritas para ir pra lá e outras ficam aqui, guardadas, porque eu não tô afim de publicar.
Mas fiquem espertos, este blog terá uma casa nova em breve.