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Até algum dia.

Estamos em transição, mas enquanto o Igual a tudo na Vida novo não chega, você pode continuar acompanhando as besteiras que eu escrevo AQUI.

E não se esqueça de ler esse docinho de blog que é o Gonzada!
Queria ter um casamento por mês pra ir. Sério. Festa de casamento é coisa de gênio. Fica todo mundo lindo, as pessoas mais legais do mundo se reúnem, enchem a cara, dançam e morrem de rir.

Minha sábia avó sempre diz que o mais legal da festa é a preparação. Verdade. Impagável ver minha família toda bar-ba-ri-zan-do no hotel, arrumar outro vestido em cima da hora por causa de uma alergia que seria revelada pelo decote, ter minhas coisas espalhadas por quartos alheios, trocar os cartões que dão acesso aos outros andares, ligar pros quartos de todos os parentes atrás de um ferro de passar, ir à meia noite pra uma festa que o dono da casa não sabia que ia ter, comer um cheeseburguer as 5 e meia da manhã e outro no almoço, dormir no sofá e se programar pra acordar uma hora depois, mas acordar com a galera batendo na porta e ir atender toda amassada.

Resultado disso tudo é um fim de semana sensacional e cansativo regado a alcool, junkie food, um pouco menos de saudade, muita risada, uma rouquidão que vai fazer aniversário, uma alergia estranha, nenhuma ressaca e...chega, hora de voltar pra rotina, infelizmente.

Ladeira Abaixo.

"Seu nome é Renan?" Ainda não entendi.

"Se tocar Lady Gaga eu AJOELHO aqui" Lady Gaga do Sertão, que ajoelhou na pista.

"Não consigo descer até o sem nível de jornal" Não consegue, sei.

"Assim você não vai conseguir, TÁ DE PONTA CABEÇA, ANJO!" Ladeira abaixo, sempre.

"Leka, tomei uma portada. Leka??" E aí eu fui atingida pela Leka, que também foi arrebatada por aquela coisa que chamam de porta do Valentino.

"-Aaaaaaaaaiii, meu cabeeeeeeeelooooo"
Menina fresca que paga de mudeeerna, depois que trombaram em mim e minha cerveja voou nela.

"-Vem cá, tô com problemas. Sentei num chiclete. -Oi? Você precisa de um chiclete? -NÃÃO, EU SEN-TEI NUM CHICLETE, ME AJUDA!" Hoje eu percebi que eu não só sentei como rebolei no chiclete. Meu vestido tá todo grudado.

"And I am the world's forgotten boy, the one who's searchin', searchin' to destrooooy" Não achei quem eu tava procurando, mas cantei Iggy Pop no meio da galera.

"MÔNICAAAAAAAAAAA...(insira aqui três mulheres contando três histórias diferentes ao mesmo tempo)" Gente linda acordando a Lady Gaga do Sertão as quase 6h da manhã pra contar os acontecimentos do fim da noite.

"Vocês tão fazendo bagunça aí!" Porteiro. Mas era mentira, porque nem voz pra fazer bagunça eu tinha.

"Parece que tem um travesti dentro de mim!" Agora não parece mais, porque minha voz quase sumiu.

Aí eu acordei hoje, tentei descobrir de onde surgiu uma mensagem que eu mandei, vi que meu cabelo tava cheiroso (desculpa aí galera fumante, mas olha, isso é A GLÓRIA) e com uma cor diferente. E eu tava com a maquiagem verde toda borrada, parecendo o coringa. Ontem foi um dos dias mais agradáveis do ano, sério: passeei pelo centro em boa companhia, vi gente querida, recebi um telefonema inesperado, além de me acabar na terça tilt e ver o sol nascendo hoje.



Agora a piada interna do dia desde domingo:



Um beijo pra quem vai na virada cultural, depois pra São Paulo e tem que apresentar um seminário que nem começou a fazer na terça feira.




Texto horrível perdido no caderno nº1

Todo mundo sabe que eu sou uma pessoa muito produtiva durante as aulas e que muitos dos textos que eu já coloquei aqui no blog foram escritos enquanto eu devia estar prestando atenção em alguma coisa mais importante. E tem uns que eu não posto, porque são MUITO, MUITO ruins. Tava aqui procurando uma matéria que eu enfiei ali no meio e achei um desses textos horríveis e pirados que eu não postaria. Não postaria por ser uma grande piada interna e porque todo mundo que ler vai ter certeza de que eu sou retardada, mas eu já não tenho um nome a zelar mesmo.

Era uma vez o Ciclo Sem Fim que Nos Guiará. Um belo dia, o Sr Ciclo foi à feira comprar mamão, abacate e Yakult com muitos lactobacilos vivos, pois precisava equilibrar sua flora intestinal. Após passar uma noite de rei, a flora do Sr. Ciclo ficou muito bem equilibrada. Em uma manhã, o Sr Ciclo recebeu uma ligação de um cara que usa peruca, chamado Elton John. O Sr Elton ligou para oferecer um emprego ao Sr Ciclo, em uma música de um filme infantil sobre leões. Então o Sr Ciclo ficou muito feliz por arranjar um emprego e esta história não tem fim, porque o Sr Ciclo é sem fim e nos guiará à dor e a emoção, a fé e o amor, até encontrar o nosso caminho, neste ciclo, neste ciclo sem fim.

Um beijo pra quem tá tendo aula no sábado.
E agora chega. Chega de drama, chega de dificultar as coisas. Parece até que você tá...crescendo. Pára. Você sempre diz que as coisas passam e que elas não vão ser fáceis e isso é justamente o que você espera agora: que tudo se torne fácil. Duas palavras: não vão. Não foi fácil até aqui, e olha tudo que já aconteceu.
Você sabe que até no fundo do poço tem qualquer coisa que valha a pena, nem que seja uma cicatriz bem funda pra você se lembrar pra sempre como caiu e prestar mais atenção por onde anda. E é nesse fundo do posso, nessa escuridão úmida e horrível que você vai ver que os telefones de quem atende do outro lado não estão ali por acaso.
Agora chega. Arruma essa maquiagem que tá toda cagada e corre, porque enquanto você tava aí fazendo drama a toa, perdeu boas horas de diversão.

Lembra daquela mulher no terminal? Ela carregava um bebê que tinha a pele coberta por feridas e com carne viva no lugar dos olhos. Essa mãe fazia isso de um jeito tão, mas tão bonito que você não consegue nem escrever. Então.

Qual era seu drama mesmo, Marina?

Agora vai lá, achar algo que valha a pena.

Não consigo conviver com situações que fazem com que eu me sinta mal. E foi sempre assim. Chegava no limite e dizia: pronto, não quero mais, não tô feliz. E largava. Por outras vezes, eu cheguei a achar tudo um horror, mas estava disposta a enfrentar aquilo. Desta vez é um horror, vai passar, mas eu não estou disposta a enfrentar. Não quero. Ponto. Ainda não aprendi a fingir que tá tudo bem, que eu to feliz e que olha só, tá tudo uma merda, mas é pro meu bem. Sei lá, acho que não dá pra se foder por coisas que a gente simplesmente não quer fazer. E eu não ligo. Já disse milhares de vezes que não. Eu já decidi que eu não quero fazer e a minha cabeça já não aceita a mínima possibilidade de continuar assim.



Mas eu não pago minhas contas.

Vestibular, um ano depois.

A primeira fase do vestibular da UEL é no próximo domingo. Comecei a me lembrar do ano passado e que se não fosse a bendita sexta chamada, eu estaria me descabelando neste exato momento.

O vestibular me fez surtar no ano passado. Eu tinha 15 aulas por dia - seis de manhã, quatro a tarde e cinco de noite -, estudava para as provas e simulados do colégio e lia os livros da lista da UEL nas horas vagas. E fazia redações, lia notícias e escrevia aqui também. Além disso, minha mãe resolveu me mandar pra terapia no dia que ela fez uma brincadeira dizendo que eu teria que tomar injeções duas vezes por dia e eu comecei a chorar de desespero.

Acabei de reler esse parágrafo aí de cima e achei um horror. Tô me perguntando como eu aguentei isso. Não parecia tão ruim ano passado.

No segundo dia da segunda fase, eu me desesperei. Aí eu fiz a cagada toda, fui mal e passei a ter certeza que não ia passar. E não passei mesmo. Me matriculei no cursinho, estava animada no começo, porque tinha muita gente querida perto. Era como continuar no terceirão, só faltava o Antônio pra me deixar dar uma passeada pelo colégio quando eu tinha sono nas aulas, o Adolfo mandando todo mundo pra fora da sala, a Ritinha dando umas tiradas fenomenais e a Mestra me entregando uma prova que eu tirei quatro e me dando os parabéns pela grande evolução.

Só que eu sabia que não ia aguentar o cursinho. Depois de vinte dias eu soube. Declarava meu interesse por vaga religiosamente, de quinze em quinze dias. Depois da quinta chamada, a Kaká - que estudou comigo na oitava série, no terceirão e agora - dizia que ainda tinha uma pessoa que não ia às aulas. Chamariam mais um, portanto. E eu era a próxima da lista. Fiquei mais tensa, não prestava atenção nas aulas e um dia antes do resultado da sexta chamada, eu saí do cursinho mais cedo e fui pra feira comer um pastel que me rendeu uma queimadura horrível e uma bolha gigante na boca. Passei, pelo menos.

Tenho amigos que vão prestar vestibular domingo. Eu sei como eles estão nervosos. Não fiquem, por favor. Acho que já não dá mais tempo, mas conversem com algum terapeuta, tomem florais. Me ajudou pra caramba. Nem precisava falar isso, mas eu tô torcendo por todo mundo aí.
_____________

Não tenho escrito muito por aqui. É que eu ando estudando muito. Mentira. Eu tenho escrito umas coisas ultimamente. Umas vão pro Gonzada porque são escritas para ir pra lá e outras ficam aqui, guardadas, porque eu não tô afim de publicar.

Mas fiquem espertos, este blog terá uma casa nova em breve.
Valentino ontem:

-Moça, como é seu nome?
-Mariana.
-O que você faz?
-Jornalismo.
-Ah, e o que você achou lá daquela coisa do diploma? É ruim, né?
-É. Vou pegar uma cerveja, tchau.

Serviço de utilidade pública:
Você, homem decentinho e não jornalista, quando conhecer uma mulher e descobrir que ela faz jornalismo/é jornalista, NÃO FALE DA MERDA DO DIPLOMA.

É um saco, todo mundo olha pra minha cara e fala "aaaah, que pena o diploma, né?" Preguiça, muita preguiça disso. "E por que você não larga o curso e faz outro?" Porque eu fico me divertindo enquanto você tem prova de cálculo.

É que ontem eu tava sem criatividade. Outro dia, numa república, eu disse pra um cara que meu nome era Cindy e que eu fazia teologia. Ele acreditou.

Eu levei uma dessas do "vou pegar uma cerveja, tchau", achei bem massa e aderi. Funciona.
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Notas mentais pós Terça Tilt:

1. Coca Cola salva.
2. Não lembrava mais de como eu gosto de Weezer.
3. As pessoas entram pro rol das mais legais do mundo quando a gente sente falta delas. Lembrei de algumas pessoas mais legais do mundo ontem. Elas realmente fazem falta.
4. O calçadão da UEL parece três vezes maior as oito da manhã, depois de uma TT, a caminho da aula do Boni.
Dez pras nove da manhã, eu no ônibus indo pra UEL, em plena Av. Higienópolis, escutando as músicas que tocavam no meu player de baleia, até que o Bob Dylan é interrompido por uma voz de dupla sertaneja. O ônibus tremia. A música vinha de uma saveiro que estava parada do lado. Tinha um homem dentro.

Caro infeliz que precisa que TODOS escutem a música de merda que você tá escutando: eu não vou achar que você é uma pessoa legal se você escutar música a todo volume e invadir meu espaço auditivo. Vou achar assim, no máximo, que você é corno. Ou brocha.

Outra coisa que tem acontecido muito é aparecer um infeliz ouvindo rap no celular no meio do ônibus. Sabe? É só usar o fone que vem junto com o celular!

Taking candy from strangers.

Uma vez eu não tinha nada pra fazer. Só uma vez. Aí eu entrei nesse site chamado Hunch e comecei a fazer esses testes. Fiz um que dizia qual filósofo eu deveria ler. Resultados: Karl Popper, Adorno e os Rolling Stones.
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Aula de filosofia. A discussão era sobre Kant, os limites do conhecimento e se o fato de não haver uma verdade universal é positivo ou negativo. Abre parênteses. Ontem eu encontrei o Betão, meu professor de filosofia do ano passado, na rua. Eu entendia quando ele falava de Kant. Fecha parênteses.
Aí tavam lá discutindo o conhecimento, que se tiver uma verdade universal, o homem vai parar de procurar outras possíveis verdades e sei lá, cada um com a sua verdade. Até que alguém disse que essa de não existir verdade universal gera uma angústia, uma insatisfação.
Em outras palavras:

I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no


Viva os Stones, então.

Na verdade, essa coisa toda escrita aí em cima foi só pra falar que os Stones tem sido a banda do meu ano. Que aliás, tem sido o ano mais legal da minha vida até agora.

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