Quando comecei a trabalhar ganhava X salários mínimos. Fiz o meu padrão de vida baseado nesse X. Incluem-se aí pequenos luxos: um vinho de mais de 10 reais, um pedaço de parmesão caprichado sempre na geladeira, poder pagar entrada na balada pelo menos uma vez por semana, comprar presentes para amigos, fazer ligações do celular, ter um bom corte de cabelo e roupas lavadas pela empregada com o amaciante mais cheiroso.
Era classe B+. Hoje ganho a mesma coisa, o que representa x/2 em salários mínimos. Virei classe C. Tudo sobe, menos o meu salário e as partes do corpo atingidas pela gravidade.