Por fim, Deus atendera seu pedido. Não tudo exatamente, mas ela também havia se esquecido de pedir algumas coisas. Só agora se dera conta de colocar alguns itens na lista. Lista essa que lera num livro. Por que não? Pensou. E foi tão rápido. Deus devia estar com ajuda extra, ainda mais naquela época do ano.
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As coisas sempre tiveram um rápido caminhar na vida dela. Ela ate gostava disso. Mas dizia aos outros que não. Que era difícil. Mentira! Ela era intensa. Na dor e na alegria. Era barroca. Sempre em seus e com seus altos e baixos. Ela gostava. Sempre ouviu dizer que Deus dava a cruz conforme se conseguisse carregar. E apesar de tudo, ela achava que sua cruz era justa. Às vezes ficava um pouco pesada. Em outros ela a encarava como pesada. Sempre gostou de mostrar que as coisas não eram tão boas assim. Que pareciam piores do que realmente eram. Por quê? A vida dela, sim, era ótima. Não perfeita. Mas ela era feliz. Ou talvez estivesse em um momento bom e apenas esquecera dos mal bocados já vividos outrora.
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E, agora, finalmente com esperanças concretas. (Será que isso existe?) Não queria criar expectativas. Não queria mais se frustrar. Decepcionar-se. Mesmo assim, ela preferia arriscar-se. Sempre.
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