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Soneto da morte

Na tenra idade eu não via tua imagem.
Se não te enxergava, não existias.
Hoje meu corpo tuas garras invadem
E sei que a mim faltam só alguns dias.

Mas... que é isto que me escurece a vista?
Mendaz, não eram dias! Só minutos...
Afasta-te. Permite que eu exista
Ao menos alguns instantes. Não muitos.

Sonegas-me o ar. És surda ao apelo
De quem, tal como ao ar, nunca te viu
E agora deseja manter-se cego.

Porém, teu rosto é nada, posso vê-lo.
Teu cheiro é triste, teu olhar é frio.
Arranca esta dor... e a ti eu me entrego.

Comentários

caraca! O__o nunca pensei que morrer pudesse ser tão poético assim!

por maven

15/07/08 às 20:16 - Link

Caliginoso, porém belo.

por Ana Liss (desloguilson)

20/08/08 às 19:45 - Link

oi tanga! meu pai faleceu a tres meses sinto mta mta saudads dele!!tem horas q quse enlokeco pq foi do nada ele estava otimo e simplismente teve um enfarto e c foi!! gostaria mto q ele c comunicasse comigo saber como ele esta.. me mandasse uma msg pq amo dmais meu pai eu sei q n depende dele mas c for possivel tenta uma comunicão com ele ficaria mto agradecida!!obrigada o nome dele é odilomar pohlmann..58 anos

por sabrina pohlmann (desloguilson)

10/09/08 às 12:29 - Link

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