um jardim simbolista. o soneto do soldado.




Soldado

De pé, avança o bravo soldado
Vassalo que não desiste exangue
Marcha regenerando carne e sangue
Suporta o fardo de verde fardado

Empunha o fel, de ferro formado
Enfrenta cúmulo, devora cirro
Vitória, todavia, como a de Pirro
Perigo! Outro abutre engarrafado

No absinto o inimigo se camufla
E pela sua derrota o licor rufla
Sente o gosto amargo do precipício

Tomba apático etílico errático
Cai cirrótico o fidalgo hepático,
Fígado afogado por Dionísio

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