sigo sob o signo da sensibilidade
embalando objetos e alguns sonhos
em contato comigo e com o que sinto
aventurando-me pelo desconhecido
acostumando-me com o imutável
ainda que viver seja ato de coragem
e que sejam emaranhados os caminhos
tenho gostado muito de estar viva
às vezes minhas lágrimas são muitas
em outras os gostares são maiores
todos os dias agradeço pela generosidade
daqueles que vem navegando ao meu lado
mesmo só, há muito não estou sozinha
que venham os dias, cinzas ou de sol
e que sempre haja vozes para a memória