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as coisas que saem de dentro de nós, como as secreções e os líqüidos, as paixões e os ritmos das danças e do tempo e até mesmo o que não nos serve mais, todas essas coisas falam de uma vida que segue em ladainha, espasmos, sístoles, diástoles, chegadas, partidas, alegrias, sussurros, sustos, fadigas, sorrisos, os dias e as noites, madrugadas, manhãs, tardes, os atrasos, as surpresas, as reticências, bocejos, telefonemas, luzes que se apagam, interrogações perdidas sem respostas, respostas que não dependem de perguntas, desalento, euforia, vazio, a inércia, o surto, de repente perceber que nada faz muito sentido mas alegrar-se com tudo, a serenidade, a hora que passa e, enfim, um dia não existirmos mais e nada mais sair de dentro de nós e sairmos nós para dentro da terra.
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