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as coisas que saem de dentro de nós

Curitiba, Bairro São Francisco, sexta-feira, 26 de maio de 2006, 12:49:40.

as coisas que saem de dentro de nós, como as secreções e os líqüidos, as paixões e os ritmos das danças e do tempo e até mesmo o que não nos serve mais, todas essas coisas falam de uma vida que segue em ladainha, espasmos, sístoles, diástoles, chegadas, partidas, alegrias, sussurros, sustos, fadigas, sorrisos, os dias e as noites, madrugadas, manhãs, tardes, os atrasos, as surpresas, as reticências, bocejos, telefonemas, luzes que se apagam, interrogações perdidas sem respostas, respostas que não dependem de perguntas, desalento, euforia, vazio, a inércia, o surto, de repente perceber que nada faz muito sentido mas alegrar-se com tudo, a serenidade, a hora que passa e, enfim, um dia não existirmos mais e nada mais sair de dentro de nós e sairmos nós para dentro da terra.

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Comentários

belíssimo, real, profundo. ao mesmo tempo, banal, cotidiano, nostálgico. mas é assim quando se retrata a vida, não é mesmo? gosto de seu ritmo de escrita, a escolha das palavras, o compasso formado com a seqüência delas.

por patty

17/07/06 às 22:57 - Link

Interessante teu blog, te encontrei pelo google por conta de uma postagem tua sobre o fado. Volto pra te ler melhor. Sobre esta postagem, bem, o belo só pode ser persebido se a morte nos espreita. Grande abraço!

por Fábio Pinheiro (desloguilson)

13/08/06 às 16:14 - Link

Interessantíssimo.

por Jan (desloguilson)

24/01/07 às 05:16 - Link

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